Levar um pé na bunda foi a melhor coisa que me aconteceu

hega um momento em nossas vidas que a gente começa a rever alguns conceitos, principalmente a carreira. Algumas pessoas pensam sobre o trabalho que gostam, e outras sobre o emprego que nem são tão apaixonadas assim. Porém neste momento eu gostaria de refletir com vocês a respeito de levar um pé na bunda.

Chega um momento em nossas vidas que a gente começa a rever alguns conceitos, principalmente a carreira. Algumas pessoas pensam sobre o trabalho que gostam, e outras sobre o emprego que nem são tão apaixonadas assim. Porém neste momento eu gostaria de refletir com vocês a respeito de levar um pé na bunda.  

E levar um pé na bunda não é nada agradável, principalmente daquela empresa no qual você se dedicou imensamente, compartilhou conhecimento, desenvolveu projetos maravilhosos, e possuía um amor gigantesco pelo que fazia. Levar um pé na bunda dói, e eu sei bem como é.

Tem momentos que passamos por situações que nos tiram o chão, parece que nada mais está fazendo sentido, pois foram anos de dedicação, bom desenvolvimento, vários elogios de seus superiores pelo seu desempenho, e inúmeros colegas de trabalho falando o quanto você fazia a diferença. 

E ai, do dia pra noite tudo acaba. 

Seu dia começa normal, e termina com você a frente do gestor de RH e seu gerente dizendo “resolvemos desligar você”. Seu sangue ferve, e inúmeras coisas passam pela sua cabeça. Vem aquele sentimento de que sem crachá, você não tem identidade.

Foi como ficar no vácuo na imensidão do espaço, ninguém respondia aos meus e-mails, nenhuma empresa me dava retorno sobre as candidaturas feitas em seus sites, nos telefonemas me pediam para ligar mais tarde, ou cadastrar no site novamente. Somente quem passou por momentos assim sabe do que estou falando. 

Tentei nova oportunidade na concorrência, não deu. Tentei prestar consultoria, não deu.

Me deparei com aquela situação que a gente bem conhece, desespero talvez, porém não durou muito tempo. Até que assisti um vídeo de uma palestra da Monja Coen, onde ela me fez refletir a respeito: o que eu realmente sei fazer? no que sou realmente bom? qual era o meu talento? 

Vinha somando alguns anos de experiência em instituição financeira, era apaixonado pelo cooperativismo, sempre bem comunicativo, e sabia vender meu peixe muito bem, somava ainda muita vontade em continuar atuando em instituição financeira, mas desta vez seria diferente, eu iria atrás daquela que tivesse o melhor propósito a me oferecer.

Resolvi estudar sozinho e tirar minha certificação CPA-10 em dez dias, reestruturei meu currículo e fui atrás daquelas empresas que possuíam um propósito marcante, e que principalmente fazia sentido pra mim. Procurei encaixar o que eu queria pra minha vida, com o que o mercado estava disposto a me oferecer, eu não aceitaria menos. 

Meu Day One começou naquele dia ouvindo a Monja Coen, dez dias depois fui aprovado com a certificação, doze dias depois fiz uma entrevista, 13 dias depois fui contratado. 

“Unir pessoas para transformar vidas”.

Fui em busca deste propósito, e resolvi me unir a maior cooperativa de crédito em número de cooperados no Brasil, eleita em 2019 pela Great Place to Work como a melhor empresa para se trabalhar em Santa Catarina, a 9ª melhor empresa para se trabalhar no Brasil, e 23ª melhor empresa para se trabalhar na América Latina.

Agora, voltando ao pé na bunda: eu posso dizer com toda certeza que foi a melhor coisa que me aconteceu, pois foi este pé na bunda que me tirou da zona de conforto, me mostrou o tamanho do meu potencial, e fez eu acreditar em mim.

Sempre que levarem um pé na bunda, procurem olhar esse contexto de outra forma, tentem ver a vida de outro ângulo, vejam se esse pé não é aquele empurrão que faltava para lhe impulsionar aonde você nem imaginava que poderia chegar. 

Más primeiro de tudo se conheça. Não adianta ter medo, e se tiver medo, vai com medo mesmo. 

Texto Original Publicado em: Jean Oliveira

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